Reabilitação do antigo edifício do Teatro Jordão e Garagem Avenida

Impacto Social

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Reabilitação do antigo edifício do Teatro Jordão e Garagem Avenida
Localização: Guimarães
Promotor/dono de obra: Câmara Municipal de Guimarães
Arquiteto: Pitágoras Group
Construtor: Consórcio Costeira – Engenharia e construção, S.A. / NVE Engenharias, S.A.
Data do fim de construção: 15/11/2021

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa: Consórcio Costeira – Engenharia e construção, S.A. / NVE Engenharias, S.A.
Morada:
Localidade: Braga
Código Postal:
Telefone: 253603530
Site: https://www.costeira.pt/http://www.nve.pt/
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O Teatro Jordão, como é conhecido, é um edifício imponente no coração da cidade berço, construído nos anos 30, e corresponde em termos programáticos ao programa típico dos Cineteatros, de que existem muitos e variados exemplos em todo o país, possibilitando a realização de peças teatrais para as companhias itinerantes que existiam à época, fornecendo sobretudo o espaço para o Cinema, introduzindo um dos itens da “modernidade” em contextos urbanos muito incipientes. Associa-se assim, à função explícita do edifício, um conteúdo de carácter simbólico que adquiriu primordial importância e se manteve ao longo das décadas. É nesta dicotomia, entre a funcionalidade do edifício e os valores a ele associados, que se materializa a memória do edifício. Se a sua função se perdeu com o tempo e a construção se degradou, a volumetria e uma imagem de modernidade traduzida nas fachadas viradas à Avenida D. Afonso Henriques, constituíam a única memória objetiva de todo o conjunto edificado. Essa memória, uma construção granítica e opaca, foi preservada como referencial do projeto. Uma memória física e real entendida como património a preservar. A preservação do património está ligada a um critério de utilidade entendida aqui no seu sentido mais lato, aceitando que a reconversão funcional do edifício supõe a sua transformação. Adicionalmente o programa de reabilitação incluiu ainda a reabilitação do edifício da “Auto Garagem Avenida”, edifício da mesma época, e que se traduz na sua fachada principal, num dos melhores exemplos de uma estética Art Deco construídos em Guimarães. O Auditório autónomo e independente, complementa funcionalmente as valências maiores, escola de música, a escola de artes performativas e a escola de artes visuais, garantindo o funcionamento independente que pode acolher atividades exteriores e diversificadas. O auditório (destinado à dança, música e congressos, etc.) foi construído como sala multifuncional, permitindo a sua reconfiguração e adaptação aos vários eventos propostos. Qualquer entendimento do património destes edifícios, deste sítio e desta cidade comporta uma carga interpretativa, pessoal e subjetiva. Assim também uma política de recuperação e salvaguarda do património, mesmo validada por uma prática consistente e continuada, significa uma opção que permanentemente deve ser cotejada pelo contexto de cada intervenção. Todo o projeto idealizado, e agora concluído, visou a preservação de um património, e pretende colocá-lo no âmbito da reabilitação e da reconversão, não com uma lógica de preservação integral da realidade física e arquitetónica do edifício do Teatro Jordão e da Auto Garagem Avenida, mas antes aceitando como inevitável a sua transformação.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

A apresentação da candidatura do Teatro Jordão e Garagem Avenida ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana pretende partilhar a experiência de uma parceria de sucesso entre duas empresas de construção: Costeira - Engenharia e Construção e NVE Engenharia, que uniram forças para levar a cabo uma proeminente reconversão de um edifício construído nos anos 30. O Teatro Jordão renova-se para instalar a Escola de Música da Academia Valentim Moreira de Sá e o curso de Artes Performativas e Visuais da Universidade do Minho. É uma obra estratégica que privilegia a formação cultural. Para além do Teatro Jordão e Garagem Avenida, a intervenção teve como objetivo requalificar espaços envolventes e construiu um novo edifício que acolhe dezenas de salas destinadas a formação, em que apresentam características de excelente qualidade, seja das soluções aplicadas bem como dos meios técnicos, e da sua potencialidade. A sala de espetáculos viu reduzida a capacidade de lugares sentados para cerca de 400, distribuídos pela plateia, balcão e frisas para dar lugar a uma sala multifuncional, funcionalmente com valências maiores, permitindo a sua reconfiguração e adaptação aos vários eventos propostos. A intervenção teve como finalidade a salvaguarda do património, que procurou preservar integralmente a realidade física e arquitetónica do edifício Teatro Jordão e Garagem Avenida e a ligação com um novo edifício, dando continuidade ao edificado existente, complementando-o com as novas valências. Inaugurado em 1938, o Teatro Jordão fechou portas à atividade cultural em 1993. A obra de requalificação resgata memórias de uma casa de espetáculos que marcou muitas gerações de vimaranenses. Este projeto irá contribuir ainda no processo de candidatura da zona de Couros a Património Mundial da Humanidade, já apresentada à UNESCO como extensão do centro histórico, devido à sua importância a nível cultural.