Estufas Tropicais do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Impacto Social

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Estufas Tropicais do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
Localização: Coimbra
Promotor/dono de obra: Universidade de Coimbra
Arquiteto: João Mendes Ribeiro
Construtor: Tecnorém - Engenharia e Construções, S.A.
Data do fim de construção: 01/01/2017

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa:
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Telefone: 911111111
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APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

As Estufas Tropicais localizam-se na Alta de Coimbra e fazem parte do Jardim Botânico da Universidade, construído em 1772 pelo Marquês de Pombal. As Estufas Tropicais, concluídas em 1859, são um dos primeiros exemplares da arquitetura do ferro em Portugal, tendo como referência as Kew Gardens (Inglaterra).

A intervenção levada a cabo envolveu o restauro e recuperação das estruturas existentes e a implementação de soluções técnicas adequadas ao desenvolvimento das plantas e ao uso do espaço, nomeadamente, para realização de visitas. Estas condições implicaram novos meios de sombreamento e de ventilação, a garantia de níveis higrométricos e de humidade adequados e a acessibilidade ao edifício e dentro deste.

Como uma das medidas de maior impacto na reabilitação da Estufa destaca-se a recuperação da relação interior/exterior original e a reposição da transparência dos vidros, retirando a opacidade e o peso resultantes da anterior caiação dos vidros. Em substituição da caiação, foram aplicados novos vidros transparentes laminados e telas de sombreamento interiores.

O revestimento dos paramentos interiores e exteriores das paredes foi restaurado através da remoção da camada de esboço, limpeza dos suportes e posterior reconstituição com massa de esboço de areia fina e pigmento incorporado, que constitui o acabamento final, prescindindo-se da aplicação de pintura.

Na ala central, correspondente a um momento singular no percurso de toda a Estufa, dada a sua configuração com pé-direito elevado, foi demolida a galeria superior existente, composta por laje, pilares e escadas em betão armado de desenho grosseiro, para dar lugar a uma estrutura metálica ligeira, de desenho mais delicado, coerente com a linguagem e o sistema construtivo da Estufa. Reforçando o seu caráter excepcional, os anteriores canteiros foram removidos e substituídos por um grande lago, revestido a chapa de aço pintada a preto, por forma a enfatizar a superfície espelhada do plano de água.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

O Jardim Botânico de Coimbra é um espaço de grande importância para a cidade de Coimbra, dada a ligação à Universidade e ao facto de ocupar um espaço predominante que relaciona a Alta e a Baixa de Coimbra (centro histórico). Desde 2013, faz parte do Património da Humanidade da UNESCO.

Historicamente, este tipo de equipamentos surgiu no final do século XVI nas regiões do Norte da Europa. Em Portugal, as estufas do Jardim Botânico são as primeiras e surgem no século XIX, aquando da vulgarização da arquitetura do ferro e da sua aplicação a equipamentos públicos.

As características excepcionais deste edifício, constituído por estruturas ligeiras e transparentes, fazem com que a sua reabilitação promova e divulgue o próprio Jardim Botânico, a Universidade e cidade de Coimbra, propiciando não só um espaço para albergar espécies, mas também um edifício-museu, que funciona pela sua própria história e posição.

O Jardim Botânico tem uma forte componente educativa e cultural, associada à investigação, à conservação da biodiversidade, à educação, docência e divulgação de ciência, uma forte componente turística, dado o elevado número de turistas que visitam a Universidade de Coimbra e uma forte componente social, dada a sua ligação e apelo à comunidade (um espaço dedicado à fruição dos cidadãos de Coimbra).

A sua reabilitação promove a protecção de valores culturais e patrimoniais, beneficiando e regenerando o centro histórico e a Universidade de Coimbra.

A metodologia e critérios de intervenção utilizados no projecto de reabilitação das Estufas baseia-se na releitura do lugar da intervenção, mantendo a integridade do conjunto, na sua coerência formal, compositiva e construtiva. Procurou-se preservar e restaurar ao máximo as estruturas ligeiras e a transparência, limpando vestígios mais recentes, como a galeria da Ala Central (em betão armado) e criando infra-estruturas necessárias ao correcto funcionamento do espaço e das visitas.