Edifício Padaria

Sustentabilidade

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Edifício Padaria
Localização: Rua de S. Bento da Vitória 42-46, Porto
Promotor/dono de obra: MCMF Imobiliária S.A.
Arquiteto: Diana Barros
Construtor: RIELZA técnica e construções do Douro Lda
Data do fim de construção: 01/01/2017

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa:
Morada:
Localidade:
Código Postal:
Telefone: 911111111
Site:
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O edifício localiza-se na Rua de S. Bento da Vitória, no Porto, em zona classificada como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO, é constituído por 3 pisos, e apresenta uma área de construção de aproximadamente 500 m2.

Foi mandado construir pelo seu proprietário, André António dos Santos, em 24 de Setembro de 1850, com licença de construção de obra nº203/1850.

Em 29 de Junho de 1929 foi licenciada pelo arquitecto Júlio José de Brito, uma alteração, uma ampliação e construção de um forno para a padaria que se tinha entretanto instalado no local. O edifício destinava-se a padaria no piso inferior e a habitação nos pisos superiores.

Tendo em conta o seu estado de conservação razoável e as características arquitectónicas desta casa, o actual proprietário decidiu não descaracterizar o edifício. Perquiriu um programa que manteve a compartimentação interior existente. O projecto de arquitectura transformou a cozinha, salas e quartos em escritórios para arrendamento a actividades ligadas à área da reabilitação e regeneração urbana.

No decorrer da empreitada de construção foi analisado o desafio de transformar o edifício num caso de estudo.

O projecto de adaptação procurou reaproveitar ao máximo os recursos existentes no edifício, tirar partido da sua orientação, exposição solar, dos ventos e do solo, introduzir sistemas autónomos de arrefecimento e aquecimento passivos, utilização de materiais naturais e aproveitamento das águas das chuvas e águas de sabão.

Com os sistemas propostos não se procura uma total autonomia do edifício, mas sim, um aproveitamento máximo dos recursos disponíveis de forma passiva e natural sem introdução de equipamentos e sistemas dispendiosos ou com elevado consumo energético.

Com a presente intervenção pretende-se aferir até onde podemos ir na obtenção da eficiência energética na reabilitação e demonstrar que é possível optar por soluções sustentáveis em edifícios situados em zona histórica. 

MOTIVO DA CANDIDATURA:

A candidatura ao premio Nacional de Reabilitação Urbana é uma forma de ver reconhecido todo o esforço de técnicos e empresas que tiveram a seu encargo o desenvolvimento do projecto. No entanto o verdadeiro reconhecimento é a materialização das ideias e das soluções que fazem parte da nossa memória construtiva muito caracterizada pelo ensino dos aprendizes por mestres hábeis com muita experiencia acumulada ao longo de anos de bem saber fazer.

O prémio Nacional da reabilitação urbana procura distinguir as melhores intervenções e as melhores práticas realizadas em Portugal. Esta candidatura é uma homenagem a muitos profissionais que se dedicaram ao ensino das técnicas tradicionais um reconhecimento às empresas que apostam na comercialização de materiais que, não sendo de venda em grandes quantidades, são necessários para aplicação em edifícios com sistemas e técnicas tradicionais, aos técnicos que tiveram como missão pesquisar, estudar e ensaiar todo um conjunto de prescrições dispersas, pelos mestres que ainda as aplicam por textos e livros à muito considerados, erradamente, como obsoletos. Por último aos promotores que não investem no retorno imediato do seu investimento mas na responsabilidade social de manter vivo o que nos caracteriza como sociedade responsável que valoriza a sua cultura e o seu passado histórico.