Recuperação do Convento e Igreja de S. Francisco e novo Núcleo Museológico

Restauro

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Recuperação do Convento e Igreja de S. Francisco e novo Núcleo Museológico
Localização: Évora
Promotor/dono de obra: Fábrica da Igreja Paroquial de S. Pedro
Arquiteto: Adalberto Dias
Construtor: STAP / monumenta
Data do fim de construção: 01/01/2017

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa:
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Código Postal:
Telefone: 911111111
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APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

Recuperação da Igreja e Convento de S. Francisco, em Évora, e criação de Núcleo Museológico de Arte Sacra. Trata-se de um edifício Monumento Nacional, com afectação à Igreja.

O Convento de S. Francisco terá sido a primeira casa da Ordem em Portugal, tendo sido fundada no século XII. A sua Igreja gótica e convento, séc. XV, foi construída sobre o primitivo templo românico, e anos após elevada a Capela e Paço Real, sendo conhecido como o Convento de Ouro. Posteriormente conheceu anos de declínio e abandono, com a perda da independência em 1580, a que se seguiram as invasões francesas em 1807, e a extinção das ordens religiosas em1834, tendo sido quase todo demolido no final do séc. XIX.

A intervenção envolveu a totalidade do edificado, pelo exterior e interior, com obras de reconsolidação estrutural, obras de recuperação e reabilitação, obras de nova construção e de infraestruturas, de musealização, obras de conservação e restauro do património integrado e móvel.

É espaço de culto permanente, e de visita cultural. Após a conclusão das obras, para além da visita ao templo gótico-manuelino e da conhecida Capela do Ossos, pode-se também visitar o novo espaço museológico de arte sacra da Igreja e Convento (realizado numa das alas da antiga cela dos monges), a colecção de presépios do Gen. Canha da Silva nas galerias sobre as capelas colaterais, e ainda um painel de azulejos de Álvaro Siza, sobre a alegoria à vida. 

MOTIVO DA CANDIDATURA:

Dar a conhecer uma operação global de recuperação e reabilitação e de grande dimensão realizada em total sobreposição e simultaneidade, o que constitui o primeiro exemplo de uma intervenção desta natureza no nosso país. O que conduziu a um esforço notável de programação e sequência de trabalhos, de diversa natureza, artes e especialidades, para cumprir os rígidos prazos impostos pelo financiamento comunitário.

Na realidade, as grandes patologias estruturais da igreja conduziram à necessidade de uma forte reconsolidação estrutural, à substituição integral de todas as coberturas, à reparação dos revestimentos exteriores da Igreja, à substituição de esquadrias exteriores, em simultâneo com as obras de pura conservação e restauro de todo o património integrado e móvel no exterior e interior (cantarias, capelas, pintura mural e de cavaletes, talha e estatuária diversa, vitrais, metais, etc), a que se sobrepunham as obras de nova construção para a realização do museu, com todas as infraestruturas indispensáveis, e ainda as obras de musealização.

 Também dar a conhecer, nesta intervenção de construir no construído, as razões, critérios e técnicas de soluções construtivas e conservativas, tudo no respeito da história e do edifício, e da nossa contemporaneidade.