Reconversão do Palácio do Bolhão (Teatro do Bolhão)

Impacto Social

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Reconversão do Palácio do Bolhão (Teatro do Bolhão)
Localização: Rua Formosa, nº 342/346, 4000-249 Porto
Promotor/dono de obra: Academia Contemporânea do Espectáculo e Teatro do Bolhão
Arquiteto: José Gigante / João Gomes / M. Fernando Santos
Construtor: 3M2P - Construção e Reabilitação de Edifícios, Lda" / "J. Prado Correia & Ca" / "Orlas - Conservação e Restauro"
Data do fim de construção: 01/01/2017

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa:
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Código Postal:
Telefone: 911111111
Site:
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O projecto de reconversão do Palácio do Bolhão em sede da Academia Contemporânea do Espectáculo contém em si um princípio de intervenção onde se traduz um modo de actuar na reabilitação de edifícios: a procura da integridade da sua arquitectura. 

Estando a identidade arquitectónica de um edifício, muito para além da sua fachada, indissociavelmente ligada à sua caracterização formal, espacial e construtiva, que, conjugadas organicamente, definem a coerência da obra, o projecto empenha-se na recuperação da estrutura e materiais pré-existentes.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

O Palácio do Bolhão, imóvel classificado, é considerado um dos edifícios mais notáveis da arquitectura civil do Porto oitocentista. Mandado construir em 1844 por António de Sousa Guimarães, Conde do Bolhão, um dos comerciantes mais ricos do país, o Palácio expressa o vigor político e financeiro da orgulhosa burguesia portuense do séc. XIX, sendo a sua decoração de estuques, pintura e talha assinada pelos artistas mais relevantes da época, como Resende e João Baptista Ribeiro

Sendo propriedade da Câmara Municipal do Porto, foi cedido à ACE para instalação das duas cooperativas dinamizadas por esta entidade: 

- a ACE Teatro do Bolhão, companhia profissional de teatro;

- a ACE Escola de Artes, escola profissional de teatro.

Tal instalação prefigura: 

- A consolidação de uma estrutura sinergética de formação e produção teatral de raiz local, resultante da dinâmica das forças vivas da cidade. 

-A recuperação de um imóvel classificado de grande valor arquitetónico e a devolução à comunidade de um espaço patrimonial e histórico simbólico da cidade. 

-A implantação de um polo de atividade cultural no coração da Baixa, numa área ainda fortemente desqualificada, contribuindo significativamente para o enriquecimento da oferta turística no Porto.  

-A integração do projecto, em conjunto com o TNSJ, o TECA, o Rivoli e o Coliseu, numa rede de circulação de públicos no centro urbano.

-A dinamização contínua de um centro de criação multidisciplinar própria e de acolhimento de outras estruturas/ projectos, perspetivando-se por isso como espaço de sedimentação para os jovens profissionais do Porto. 

A reconversão do palácio custou dois milhões e oitocentos mil euros e uma intensa luta que acabaria por mobilizar a CMP, o Ministério da Educação, a Secretaria de Estado da Cultura e a ON2 – Novo Norte para a sua execução, bem como mecenas que viabilizaram o restauro dos magníficos interiores do palácio O exemplo mais paradigmático do envolvimento da comunidade na recuperação deste bem colectivo terá sido, pelo seu sucesso e impacto público, a premiada campanha Degrau a Degrau, que convidou o público a contribuir para o restauro da Escadaria Monumental do palácio. 

Com dois auditórios, salas de ensaio, sala de exposições e café-teatro, o Palácio do Bolhão perspetiva-se como projecto síntese de um entendimento contemporâneo sobre o espaço público e a qualidade de vida dos cidadãos, conjugando regeneração urbana, criação cultural e artística, recuperação e dinamização do património, animação turística e reabilitação da baixa.