Edifício S. Tomé

Sustentabilidade

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Edifício S. Tomé
Localização: Rua São Tomé 14 A 26 - Alfama, 1100-568 Lisboa
Promotor/dono de obra: LAKSHMI Sociedade Imobiliária, Lda
Arquiteto: André Espinho
Construtor: Gouviga, Lda
Data do fim de construção: 01/01/2017

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa:
Morada:
Localidade:
Código Postal:
Telefone: 911111111
Site:
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O imóvel com os nºs 14 a 26 da Rua de São Tomé, na actual freguesia de Santa Maria Maior, integra-se no Nível II das Áreas de Valor Arqueológico de acordo com a revisão do Plano Director Municipal de 2012 e está dentro da área de protecção da Igreja do Menino de Deus (Monumento Nacional desde 1918), desenvolvendo-se no flanco nascente das muralhas do Castelo, o que lhe confere uma localização e enquadramento privilegiados. Trata-se de um imóvel de data imprecisa, contudo foi possível averiguar que resultou de doações por feitos militares com origem na família Cansado naturais de Tavira. Estruturalmente o imóvel apresenta-se com duas épocas construtivas: uma Pré-Pombalina, entre o piso 0 e 1º piso, outra Pós-Pombalina o 2º piso e sótão aproveitado. Entre 2010 e 2011 com o estudo das condições físicas do imóvel e enquadramento do investimento pretendido foram desenvolvidos os projectos respectivos direccionados para o alojamento local. A intervenção realizada centrou-se na tentativa conseguida de estabelecer uma relação entre o património histórico-cultural e elementos construtivos de cariz contemporâneo, focada em dois aspectos fundamentais: incremento da vida útil dos elementos com função resistente existentes e reincorporação de elementos secundários no processo construtivo. A luminosidade, ventilação e demais infra-estruturas regulamentares não foram inviabilizadas pela falta de geometria em planta do imóvel e as condicionantes estruturais. A vertente histórica no imóvel sente-se ao percorrer o seu interior, desde a entrada principal até ao jardim, prevalecendo os materiais com as suas texturas e cores iniciais e recriando com a integração dos materiais existentes as zonas anteriormente degradas ou imperceptíveis. A contemporaniedade expressa-se nos elementos construtivos visíveis e na decoração dos apartamentos, indo um pouco mais longe, elegendo para cada um dos apartamentos um artista contemporâneo que dá o seu nome ao apartamento e nele expõe parte da sua obra. O imóvel é licenciado pela Câmara Municipal de Lisboa por despacho de Novembro de 2012 para a realização das obras de reabilitação com alterações. Em 1 de Abril de 2014 é emitida a licença de utilização 454/UT/2014, com a seguinte caracterização: - Área total de construção: 1.158,40m2 - Área de implantação: 482,79 m2 - Área do Lote: 835,82m2 - Número de Fogos: 22

MOTIVO DA CANDIDATURA:

Valorização dos técnicos, trabalhadores e promotor; Valorização do Bairro de Alfama; Enquadramento geográfico e histórico do imóvel; Contributo para os investidores adoptarem a reabilitação orientada; Mais um contributo para realçar a importância da reabilitação presente e futuro; Contributo para a mudança do processo construtivo na reabilitação.