Edifício de Acolhimento e Requalificação do Eixo da Rua da Vitória

Cidade de Lisboa

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Edifício de Acolhimento e Requalificação do Eixo da Rua da Vitória
Localização: Rua da Vitória / Rua dos Fanqueiros 170-178 e Rua da Madalena 147-155, Lisboa
Promotor/dono de obra: Câmara Municipal de Lisboa
Arquiteto: João Pedro Falcão de Campos
Construtor: Udra - Construtora, Lda (Edifício de Acolhimento); Fitonovo,S.A. (Requalificação Rua da Vitória)
Data do fim de construção: 01/01/2017

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa:
Morada:
Localidade:
Código Postal:
Telefone: 911111111
Site:
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O Percurso pedonal assistido da Baixa ao Castelo de S. Jorge compreende um conjunto de intervenções integradas: - Requalificação urbana da Rua da Vitória como eixo estruturante do percurso, estendendo-se a intervenção desde a Rua do Crucifixo até à Rua dos Fanqueiros; - Reconversão do edifício da Rua dos Fanqueiros, 170-178 – designado Edifício de Acolhimento – onde foram integrados elevadores públicos que fazem a ligação ao Largo Adelino Amaro da Costa através do piso térreo do edifício adjacente, na Rua da Madalena, 147-155; - Requalificação urbana do Largo Adelino Amaro da Costa e da zona envolvente ao antigo Mercado do Chão do Loureiro e do percurso até a cota do Castelo de São Jorge; este antigo Mercado foi recentemente adaptado a silo automóvel e usufrui ainda de um supermercado e um elevador público, que sobe à Costa do Castelo. Relativamente ao objeto desta candidatura: Edifício de Acolhimento: O piso térreo dá acesso ao núcleo de acessos verticais. Este núcleo é transparente em forma de “caixa de vidro”, permitindo a entrada de luz zenital até ao piso térreo da Rua dos Fanqueiros. O núcleo vertical de circulações funciona também como fosso de luz. A reabilitação da fachada exterior da Rua dos Fanqueiros permitiu repor a métrica dos vãos ao nível do piso térreo, restaurar os elementos degradados e repor elementos alterados ou destruídos, nomeadamente cantarias, cunhais, socos, frisos e guardas. Rua da Vitória: Cumprindo os pressupostos da intervenção, substitui-se o pavimento existente, em calçada de calcário, por um lajedo em pedra de calcário de lioz, com acabamento amaciado, que conferiu conforto ao transeunte e funciona como fio condutor da proposta até ao Castelo. Em zonas da rua com maior inclinação, optou-se por um acabamento em cubo de granito para aumentar o atrito e reduzir riscos de acidentes. A acessibilidade às igrejas foi facilitada pela construção de plataformas alternativas às escadarias, de difícil acesso. A intervenção é interrompida nas artérias perpendiculares principais, Rua do Ouro, Rua Augusta, Rua da Prata e Rua dos Fanqueiros, por se considerar que estas vias são hierarquicamente mais importantes. O desenho da pavimentação é consequência direta da arquitectura. A métrica do desenho Pombalino é a protagonista; os cunhais dos quarteirões e o cadastro do edificado são geradores da estereotomia proposta. O pavimento é estendido no sentido transversal ao percurso; faz-se a marcação dos cunhais e do eixo do quarteirão.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

O Município de Lisboa está apostado na promoção de modos suaves, na difusão de uma mobilidade inclusiva e na motivação do uso dos transportes públicos em detrimento do transporte individual. Neste quadro, foi reequacionada a acessibilidade entre a parte baixa da cidade e a Colina do Castelo. O Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina prevê a criação de um acesso pedonal assistido entre a Baixa e a Colina do Castelo, mais tarde desenvolvido no Plano de Acessibilidade Suave e Assistida à Colina do Castelo, perspetivando a possibilidade de criar novos acessos ligados aos já existentes. Deste Plano decorreu o projeto que ora se candidata, que tem como objetivo a articulação de diferentes cotas segundo uma estratégia integrada que, facilitando a subida, potencia a revitalização e requalificação da envolvente. A construção da estação Baixa-Chiado da rede do Metropolitano de Lisboa permitiu vencer de forma subterrânea o desnível existente entre a Baixa e o Chiado, ficando mais uma vez por fazer uma ligação mecânica da Baixa à Colina do Castelo. Com a construção desta estação e a saída na Rua do Crucifixo, ficou acentuada a importância da Rua da Vitória como eixo de atravessamento transversal da Baixa, uma vez que apresenta uma posição central nesta malha urbana. A criação do Edifício de Acolhimento e a Requalificação da Rua da Vitória permitiu criar um percurso pedonal confortável entre a baixa Pombalina e o Castelo de São Jorge. Este percurso foi rapidamente integrado por visitantes e turistas e também nas vivências diárias de habitantes daquela encosta da Colina do Castelo. O Edifício de Acolhimento funciona como uma extensão natural do exterior urbano para o interior demonstrando, com naturalidade, o seu carácter público que convida ao usufruto e passagem. A requalificação urbana do espaço público afeto ao percurso assistido, é um contributo fundamental na revitalização desta área da cidade.