Casa de Selho de Riba

Melhor intervenção inferior a 1000 m2

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Casa de Selho de Riba
Localização: Fermentões - Guimarães
Promotor/dono de obra: Sílvia Maria Martins Ribeiro
Arquiteto: José Pedro Xavier Machado
Construtor: Construções Pinheiro Fernandes
Data do fim de construção: 01/01/2017

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa:
Morada:
Localidade:
Código Postal:
Telefone: 911111111
Site:
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

A intervenção em causa é feita sobre o edificio principal de um terreno que no passado foi uma quinta inserida em zona essencialmente Agrícola. Com o passar dos anos e consequentes cedências e vendas de terreno nomeadamente para equipamentos escolares, este edificio foi sendo alterado relativamente à sua construção original o que descaracterizou o imóvel, sendo que nos finais do séc.XX o edificio foi abandonado e foi-se degradando, mantendo de intacto apenas a sua fachada principal da qual faz parte a Capela de São Sebastião, mas que entretanto deixou de ser parte integrante da propriedade deste imóvel. O mesmo situa-em pequeno aglomerado urbano vizinho ao Centro de Guimarães - Património Mundial da Humanidade, em zona onde predomina o granito tal como existia e se mantem em toda a fachada principal deste imóvel. O conjunto formado pela "Casa da Quinta de Selho de Cima" como originalmente era reconhecida e a Capela de São Sebastião que ainda hoje mantem o seu desenho e edificação originais, foram o primeiro edificio deste pequeno aglomerado com o nome de "Lugar de Selho".

 

MOTIVO DA CANDIDATURA:

O imóvel em causa representou para a equipa projetista um interessante desafio pela importância do mesmo no contexto urbano em que se insere juntamente com a Capela que lhe está adossada e pelo simbolismo que este conjunto tem para este pequento aglomerado urbano vizinho do Centro de Guimarães. Com o passar dos anos e após várias intervenções apenas a fachada principal da habitação e algumas peças particulares do seu interior se encontravam intactas e/ou recuperáveis. Por outro lado e sendo uma habitação originalmente de apoio à agricultura o seu piso Zero era composto essencialmente por áreas de armazenagem, cortes dos animais e lagar em pedra, o que na prática resultava em áreas com pé direito baixo e acima de tudo de reduzida salubridade e habitabilidade. A intervenção foi sempre orientada para obras de preservação e conservação quer da fachada principal em granito, quer de algumas das peças anteriormente referidas, e ainda das reconhecidas "namoradeiras" existentes no Piso 1. Então, a casa agora totalmente acabada e habitada junta uma parte completamente nova, construída na àrea do edificio que estava degradado e demolido, à fachada em pedra, entretanto recuperada ao mais pequeno detalhe, fazendo desta distinto cenário para as áreas privadas e comuns, interiores e exteriores, visivel a partir de qualquer compartimento da habitação. A pedra sobrante das demolições foi aproveitada para muros exteriores e o lagar em granito foi desmontado "peça a peça" para ser posteriormente reconstruído na área ajardinada da habitação agora existente. No desenho da reabilitação desta habitação optou-se por um desenho mais minimalista e pelo recurso a materiais que pudessem resultar numa imagem mais "leve" subjugada ao "peso" simbólico que aquela fachada em granito vem carregando ao longo dos anos, contraste este claramente evidenciado pela fachada com 17 metros de comprimento em vidro, transversalmente posicionada em relação à fachada de pedra e articulando as areas comuns da casa (cozinha, salas e escritório, alcançando assim a salubridade/habitabilidade desejada e anteriormente inexistente neste piso. O piso 1 composto pelas areas privadas da habitação tem a mesma area de implantação da casa original e desenvolve-se adossado à fachada principal do imóvel agora recuperada e consolidada, onde da parte interior ainda podemos encontrar 2 conjuntos de “namoradeiras” e respetivas janelas, imagem tipica das construções de granito desta altura e desta região.