Quintâs - Farm houses

Sustentabilidade

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Quintâs - Farm houses
Localização: Arouca
Promotor/dono de obra: Jorge Alexandre Tavares Ferreira
Arquiteto: António Júlio Caseiro Moreira
Construtor: Adelino Gomes Ferreira, Lda
Data do fim de construção: 08/04/2017

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa: Júlio Caseiro - Arquitectura, Lda
Morada: lugar de Sá
Localidade: Arouca
Código Postal: 4540-549
Telefone: 962787425
Site: http://www.juliocaseiroarquitectura.com
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O projeto arquitetónico das Quintãs Farm Houses teve por objetivo principal a integração da proposta no seu meio envolvente e uma inequívoca referencia à ruralidade do concelho de Arouca, pelo que o canastro e a eira foram os exemplos selecionados para presidir à elaboração do mesmo. A materialização deste projeto ocupou um pequeno espaço urbanizável, parte integrante de um singular conjunto agrário, e traduziu-se na criação de três unidades habitacionais do tipo T1, organizadas em dois volumes paralelepípedicos independentes, com dois pisos cada, mas funcionalmente dependentes e complementares. Estes volumes habitacionais são os elementos cruciais e integrantes de um conjunto espacial que contempla acessos viários, circulação, estacionamento e diversos espaços agrícolas e de lazer. A implantação, orientação, exposição solar e fruição paisagística deste projeto são os indicadores da relação direta da arquitetura com a excelência do meio rural da sua envolvente, onde se inclui o convento de Arouca enquanto polo gerador de urbanidade. Mas, para além destes elementos, no processo de criação do projeto arquitetónico foram também cruciais os elementos formais caracterizadores da proposta, sejam, os volumes paralelepípedicos, característicos dos canastros, sejam os materiais eleitos, como a telha cerâmica envelhecida, os blocos de pedra de granito aparelhada in locu, o aço, o vidro e a madeira, na estrutura das coberturas, soalho e ripado de afizélia lacada à cor vermelha, ral 3005. Formalmente, prevaleceram a singularidade, simplicidade, unidade, equilíbrio e harmonia, de volumes, cores, materiais e texturas, exacerbados pelos existentes jogos do cheio/vazio, luz/sombra e visível/invisível, seja no exterior como no interior da edificação. Funcionalmente, a proposta optou clara e inequivocamente pela privacidade dos seus utilizadores face ao espaço público e viário, e pela abertura franca e generosa para o meio natural e privativo, valores a que a localização e disposição dos compartimentos dos fogos não foi alheia. Tecnicamente, a qualidade construtiva é de nível superior, pois o objetivo foi dar o máximo de conforto e bem estar aos utilizadores, pelo que na conceção projetual existiu uma atenção especial aos pormenores construtivos, e posteriormente uma cuidada, sábia e mestre execução.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

O principal objetivo desta candidatura é o reconhecimento de uma intervenção arquitectónica e urbanística singular no tecido urbano consolidado do centro histórico de Arouca, porque a génese da mesma foi a criação de um novo pólo aglutinador do edificado com o espaço rural da propriedade e da envolvente da mesma. O edificado pré-existente era incongruente e desarticulado com a urbanidade do tecido consolidado e por isso, acrescido das suas reduzidas valências arquitectónicas, o que exigiu que a proposta projetual contemplasse uma nova organização espacial e funcional da propriedade e da sua relação com a envolvente, com recurso a referenciais formais característicos da ruralidade do concelho, a par da modernidade e qualidade da solução construtiva obtida. O segundo objetivo desta candidatura é demonstrar que é possível intervir no tecido urbano consolidado ultrapassando o tradicional mimetismo formal de dogmas formais e arquitectónicos.