D. Carlos I

Reabilitação Estrutural

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: D. Carlos I
Localização: AV. D. CARLOS I, Nº 42, 42-A E 42-B, SANTOS-O-VELHO
Promotor/dono de obra: REFORMOSA
Arquiteto: SAMUEL TORRES DE CARVALHO
Construtor: TEIXEIRA DUARTE
Data do fim de construção: 15/12/2019

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa: D. CARLOS I DO TOJO
Morada: RUA MIGUEL LUPI Nº 22-26, LISBOA
Localidade: LISBOA
Código Postal: 1200-725
Telefone: 217657953
Site:
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O empreendimento D. Carlos I situado na avenida que lhe deu nome encontra-se localizado próximo do prestigiado bairro da Lapa e ainda da Basílica da Estrela, do jardim da Estrela e da Assembleia da República, mantendo simultaneamente, proximidade ao rio Tejo. O projeto com autoria do atelier STC e Nuno Montenegro visou a recuperação integral do edifício de gaveto do séc. XX que ao longo da sua existência foi destinado a escritórios para reconversão de uso habitacional. O edifício é constituído por dois volumes principais, sendo o maior volume orientado para o Largo Vitor Damásio, a poente, e o segundo orientado a sul, para a Rua Dom Luis I. A articulação destes dois volumes do edifício surge adequada às duas escalas urbanas, designadamente a do Largo (volume maior) e a da Rua (volume menor). Esta relação de escalas permite enquadrar o edifício, desde o projeto inicial, no contexto urbano local. A reabilitação resultou na criação de um novo invólucro, um pano de vidro transparente na generalidade das fachadas do volume de maior dimensão. O objetivo foi o de promover uma elevada transparência e leveza ao edifício, bem como introduzir na construção uma nova qualidade plástica. No volume mais baixo propõe-se um revestimento quase contínuo de pedra, sob o qual pontuam diversas aberturas, com esta solução, introduzimos um equilíbrio geral, criando um contraponto ao volume mais alto, designadamente através de uma espécie de monólito pétreo, visualmente ligado ao próprio embasamento do edifício. Como uma segunda pele foram criadas varandas ao redor da área envidraçada, definindo-se por uma espécie de macro grelha metálica, de cor branca. Relativamente à materialidade, os interiores resultaram numa significativa valorização do edifício, assegurando o conforto e requinte estético.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

Pretendemos partilhar a experiência de uma intervenção de reabilitação que incide num imóvel construído em 1963 que se encontrava em mau estado de conservação e totalmente devoluto. Esta intervenção assenta numa reconversão de usos. Sendo inicialmente concebido para funcionar como centro de empresas, reunindo um conjunto de escritório foi transformado num edifício de habilitação. O piso térreo terá sempre tido uma dimensão mais relacionada com o público e com um programa comercial e assim se manteve. Dom Carlos I foi construído numa tentativa de assegurar várias comodidades não só devido à sua excelente localização, mas ao que o próprio edifício pode oferecer aos seus habitantes, sendo também constituído por um espaço dedicado à prática de exercício físico, acompanhado por uma zona de balneários. Neste sentido acreditamos na excelência do produto final desta intervenção, quer pela sua imagem, quer pelos desafios técnicos de construção que uma intervenção desta proporção representa.