HOTEL GOLDSMITH

Turístico

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: HOTEL GOLDSMITH
Localização: GAVETO FORMADO PELA RUA DO ALMADA, RUA DOS CLÉRIGOS E PRAÇA DA LIBERDADE
Promotor/dono de obra: SILVERMOMENTS - INVESTIMENTOS TURÍSTICOS
Arquiteto: LUÍS PEREIRA VIANA, ARQUITECTOS ASSOCIADOS
Construtor: LUCIOS, ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO
Data do fim de construção: 02/02/2019

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa: LUÍS PEREIRA VIANA, ARQUITECTOS ASSOCIADOS
Morada: Rua Campos Monteiro, nº 82 casa E
Localidade: Porto
Código Postal: 4100-147
Telefone: 912176625
Site:
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O Edifício actual, era originalmente constituído por cinco edifícios que remontam ao séc XVIII. No séc XIX, os cinco edifícios, foram unificados, acrescentados mais dois pisos e refeita a fachada. Certamente por nos encontramos na principal Praça Nova da Cidade, a escala desta intervenção constituiu um exemplo de rara uniformização e modulação ao nível de fachada na arquitectura civil privada à época no Porto. No séc. XX a fachada foi sucessivamente desvirtuada ao nível do piso térreo. Abriram-se grandes vãos sacrificando as pilastras substituídas por vigas metálicas. Devido à complexidade do programa: um espaço comercial amplo no piso térreo, um museu no primeiro piso e um hotel nos pisos superiores; e ao estado de conservação muito precário do interior do edifício, decidiu-se apenas manter as fachadas e demolir o interior. Do ponto de vista exterior era essencial recuperar por completo as fachadas tendo especial cuidado com a substituição dos caixilhos, com o aparelhamento do granito e reposição dos azulejos originais de vários tamanhos. Os vãos e cunhais do piso térreo foram inteiramente repostos, devolvendo à cidade a sua configuração e ritmo original. Era nossa convicção que a intervenção deveria ser o menos intrusiva possível e assim apenas é perceptível alguma contemporaneidade no desenho dos caixilhos do Piso térreo de cor cinza escuro e no Piso recuado que é completamente novo em que todos os seus elementos (caixilhos, ardósia, beirado) são, também, de cor cinza escuro. Pretendeu-se que o interior completamente novo do Hotel Goldsmith conseguisse de uma forma contemporânea respeitar o ambiente interior dos espaços de habitação com grandes pés direitos dos edifícios do Porto do séc. XIX como eram os do edifício original. O desenho das carpintarias pintadas eram um dos elementos mais marcantes deste tipo de interiores. Assim, os rodapés, portas, orlas e puxadores foram reinterpretados e o seu desenho depurado e enfatizado em cantos, passagens, encontros e nichos exacerbado pelos espaços pequenos e pés direitos variados e por fim pintados com uma cor forte e distintiva. As portadas originais, algumas com mais de 150 anos, foram recuperadas por serem um dos elementos que contribuem definitivamente para a identidade pretendida. São a memória mais palpável da história do edifício que se pretendeu honrar. Pintadas com a mesma cor das restantes carpintarias entram em diálogo harmonioso com estas contribuindo em definitivo para um ambiente que se pretendeu despretensioso e Portuense. A intervenção não deixa de ser contemporânea e assumida em alguns detalhes como as escadas que deixam a nu o sistema construtivo utilizado: o betão armado; ou o poço de luz que percorre o Hotel e transmite os sons da sua azafama desde a entrada ao Piso recuado encimado por um lanternim, tal como o faziam as escadas típicas das casas do Porto do séc XIX.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

Entendemos que a intervenção, pela envergadura do edifício e a sua localização, merece a presença no Prémio Nacional da Reabilitação Urbana