Casa Camélia

Turístico

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Casa Camélia
Localização: Rua da Bandeirinha, 24-26
Promotor/dono de obra: Raffael Rudolf Kneubuhler
Arquiteto: Pedro André Ferreira Pinheiro
Construtor: Jaime Azevedo - Construções, Lda
Data do fim de construção: 08/10/2021

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa: INEDETAILS, Arquitectura e Engenharia, Lda
Morada: Rua Martim Moniz, 356
Localidade: Porto
Código Postal: 4100-329
Telefone: 223238692
Site: https://www.google.com/search?q=www.indetails.pt&oq=www.indetails.pt&aqs=chrome..69i58j69i57j0i13i30.8790j0j15&sourceid=chrome&ie=UTF-8#mpd=ftux/tutorial
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

Composto por um aglomerado de construções de sucessivas épocas de intervenção, desde o século XVII até aos anos 50, estávamos perante um edifício em muito mau estado de conservação, mas onde ainda era possível sentir as suas características únicas, vivenciar os seus espaços, desfrutar do seu jardim e apreciar a sua paisagem envolvente. Foram estes aspetos que convenceram os atuais proprietários a mudar toda a sua vida da Suíça para Portugal, mais precisamente para o Porto, reabilitando uma casa transformando-a na sua nova forma de vida, e partilhando-a com todos os que nela queiram passar algum tempo a desfrutar a sua arquitetura, o seu jardim, as suas vistas. Com uma localização sobranceira ao Rio, e central na cidade, ponto chave para a sua intenção de negócio associado a sua habitação, o edifício existente também demonstrou ter a estrutura perfeita para esse fim, mantendo toda a sua presença e imagem ao ser reabilitado, traduziu-se esta casa de família na casa de hospedes à medida dos seus sonhos. A intervenção foi profunda devido aos problemas estruturais que apresentavam os terraços a sul, na ampliação dos anos 50, culminando com a sua demolição, o que permitiu dotar a casa de estacionamento coberto e enterrado, a reconstrução destas áreas permitiu também travar um movimento lateral de deslizamento que existia nas restantes construções devido à posição elevada que ocupam no terreno e face a rua. Estas construções, e usamos plural, porque se perceberem claramente 3 construções que seriam autónomas, mas que foram interligadas ao longo do tempo, permitindo a área da casa que tínhamos antes da intervenção, a qual foi adicionada a área de estacionamento, as novas áreas para a habitação e a manutenção dos terraços na sua perfeita orientação solar nascente, sul, poente, mas também visual abrangendo desde a Ponte D. Luiz à Ponte da Arrábida. A intervenção focou-se igualmente em melhorar as características da construção permitindo melhor eficiência energética, assim como na segurança e conforto. O resultado da intervenção traduz-se numa imagem forte, de um conjunto de diferentes linguagens, onde é perfeitamente possível identificar cada uma delas, tal como antes da intervenção já era, mantendo a ideia de uma única casa, apesar da sua estrutura demonstrar essa compartimentação, e agora os dois usos associados que se interligam e partilham espaços e histórias, num único conceito, o de viver numa casa histórica no centro do Porto.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

No contexto de uma profunda crise social e económica que arrastou o mercado imobiliário e da construção para um dos piores períodos da história recente, a reabilitação urbana dos principais centros urbanos revelou-se como um novo paradigma na forma de viver, mas também na forma dos cidadãos valorizarem o património histórico construído não só pela identidade dos principais edifícios simbólicos, mas também da valorização dos conjuntos urbanos. Esta procura de identidade de conjunto numa cidade que nos últimos 50 anos pouco havia reabilitado o seu património construído, mas substituído por novas construções, é na realidade um novo paradigma para o qual não havia formação académica ou técnica de base. Pretendemos com esta candidatura ao prémio Nacional de Reabilitação Urbana, defender a ideia de que não existe um único princípio conceptual de intervenção no património edificado, mas a necessidade de procurar modelos dinâmicos que têm em consideração não só o enquadramento histórico da construção, a evolução e as suas alterações ao longo do seu uso, mas também a sua condição à data da intervenção.