Two Hundred Campo Grande

Residencial

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Two Hundred Campo Grande
Localização: Lisboa, Portugal
Promotor/dono de obra: Tricos Imobiliária
Arquiteto: Saraiva + Associados
Construtor: Alves Ribeiro
Data do fim de construção: 17/03/2021

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa: Saraiva + Associados
Morada: Avenida Infante Santo 69 a-c
Localidade: Lisboa, Portugal
Código Postal: 1350 - 177
Telefone: 213939340
Site: https://www.saraivaeassociados.com/
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O projecto responde a um programa habitacional com pressupostos que previam a construção de um edifício com duas volumetrias distintas permitindo desta forma a ajustar-se à altimetria dos edifícios confinantes. O volume mais baixo tem 6 pisos acima da cota de soleira acrescidos de mais um como aproveitamento da cobertura através de um piso de mansardas semelhante ao edifício contíguo. Este volume destaca-se pelas fachadas recuperadas cuja abordagem se baseou no conceito de preservação e respeito pela pré-existência. O volume de cércea mais elevada situa-se no local previamente desocupado e, com 12 pisos acima da cota de soleira, enquadra-se na volumetria do edificado adjacente permitindo assim colmatar a empena existente. A tardoz, este volume vai buscar os alinhamentos existentes nos edifícios confinantes através de corpos balançados e das lâminas das varandas. Desta forma tanto a norte como a sul existe um alinhamento das empenas permitindo um melhor enquadramento do edificado proposto com a realidade existente. A proposta para o novo volume assenta na criação de uma “pele” em perfis de sombreamento verticais que vão correr horizontalmente ao longo dos pisos, criando uma zona de varanda/sacada recuada em relação ao plano de fachada, numa tentativa de unificar todo o alçado e coser desta forma as diferentes altimetrias dos vãos existentes a norte e sul. Com esta solução dilui-se a marcação dos vãos tendo-se uma leitura única de todo o volume e evitando confrontos diretos entre assimetrias dos edifícios, difíceis de contornar porque o número de pisos é diferente dos lotes adjacentes. A utilização destas peças de sombreamento que correm ao longo dos pisos vai também ajudar a dar uma imagem mais dinâmica ao conjunto em oposição a uma imagem estática de conjunto. Na reabilitação das fachadas existentes, procedeu-se à recuperação dos azulejos, das cantarias, dos elementos decorativos em pedra e elementos decorativos em alvenaria, nomeadamente os arcos da fachada principal que se encontravam em ruína. Nestas fachadas optou-se pela pintura de cor branca em ambas as fachadas por forma a que as cores dos azulejos que decoram o piso térreo possam. No decurso da obra, a aquisição e demolição de uma construção abarracada existente no logradouro a tardoz, permitiu implantar uma construção no topo do logradouro que integra apartamentos de tipologia T1, com um único piso térreo e coberturas planas, A construção proposta para o logradouro tem uma volumetria integrada na envolvente tendo havido o cuidado de não ultrapassar a cota altimétrica do muro existente, sendo que a implantação dos volumes intercalados com os jardins cria uma articulação mais dinâmica com a envolvente próxima. Esta implantação permite ainda dar expressão ao alçado do jardim do condomínio que se afirma por meio de planos que se repetem imprimindo ritmo e movimento ao mesmo. O conjunto edificado apresenta no total 55 fracções habitacionais distribuídas pelos vários edifícios e com tipologias, deste do T1 ao T4. O edifício, com 12 pisos acima da cota de soleira e 4 pisos em cave, apresenta uma área de construção de 8404,0 m² acima do solo e 4328,09 m² abaixo do solo e uma área de implantação de 1255,00 m². Dispõe ainda de um jardim no logradouro com 1050,48 m².

MOTIVO DA CANDIDATURA:

Trata-se de um projecto que compreende o desafiante diálogo entre uma linguagem arquitectonica contemporânea, que se reflete na construção nova, e a da reabilitação do edificado pré-existente, neste caso, com características arquitectónicas diferentes, complementado com a necessidade de cerzir uma frente urbana complexa de altimetrias e épocas de construção diversas. A reabilitação das fachadas principais dos dois edifícios pré-existentes com frente para o Campo Grande passou pela integração de uma cobertura com características que permite unir volumetricamente as duas fachadas trazendo-lhe alguma escala e unidade. Na construção do novo volume, o pressuposto de que o mesmo permitisse colmatar a empena do edifício adjacente que apresentava 12 pisos acima do solo, determinou a escala e volume do mesmo.