Livensa Living Coimbra Rio

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DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Livensa Living Coimbra Rio
Localização: Rua do Brasil 1, 3030-175 Coimbra
Promotor/dono de obra: WPC 18 Coimbra Unipessoal Lda / Temprano Capital Partners
Arquiteto: Sítios e Formas ll, Lda
Construtor: Casais Engenharia e Construção, S.A.
Data do fim de construção: 07/05/2021

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa: Casais Engenharia e Construção, S.A.
Morada: Rua do Anjo, nº 27
Localidade: Mire de Tibães
Código Postal: 4700-565
Telefone: 253305400
Site: https://www.casais.pt
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

A obra Residência de Estudantes de Coimbra é uma empreitada composta por um conjunto de edifícios, onde se encontrava a anterior Sede da EDP de Coimbra, terreno que dá lugar a uma Residência de Estudantes, ficando localizada em pleno núcleo urbano de Coimbra, na interseção da Rua do Brasil com a Rua Olivença. O projeto desde logo promoveu a reabilitação de edificações devolutos que se localizam numa área particularmente apta a receber residências de estudantes. A obra contemplava um conjunto edificado existente, com 7 blocos, sendo que com as devidas adaptações mantiveram-se apenas os Blocos A, B, E, F e G. O bloco A, trata-se de um edifício de esquina, que é reabilitado. Este bloco ficou com 101 quartos individuais, uma receção, lounge e salas de jantar. Mandado construir nos anos 50 pela Companhia Elétrica das Beiras, substituiu o primeiro edifício de uma antiga fábrica de moagem de cereais, datado do final do século XIX, que pré-existiu neste lugar. O edifício reabilitado tinha características arquitetónicas e qualidade construtiva que importa relevar, e incorpora notáveis trabalhos de cantaria e de serralharia. Neste contexto, no que se refere ao bloco A, assumiu-se a preservação rigorosa dos elementos que constituem as paredes exteriores, em paralelo com a adaptação dos espaços interiores ao novo uso. Relativamente ao Bloco B, a intervenção projetada mobilizou a remoção cuidadosa de materiais que comportam risco para a saúde (cobertura em amianto), bem como o desmonte da generalidade dos elementos construtivos secundários e primários, e incluiu a translocação de componentes com valor arquitetónico, como sejam as colunas em ferro fundido, reaproveitadas para a piscina. No que toca ao Bloco E, este é localizado a norte, construído de origem com um único piso destinado a garagem, posto de transformação e estação de serviço, e sucessivamente alterado e ampliado em altura e em extensão, sem qualidade formal ou construtiva, encontrava-se descaracterizado, pelo que deu lugar a um edifício com menor dimensão, conservando apenas as paredes exteriores do lado do jardim botânico. Possui 19 quartos individuais. É neste bloco que está localizado o Posto de Transformação a sala de jogos, lavandaria e sala de cinema e ainda uma cozinha comum. Este edifício está ligado com os blocos A e B, através de passadiços em betão armado A nascente, o Bloco F estende-se desde a estrema do Jardim Botânico até à Rua do Brasil. Tratava-se de um edifício formal e construtivamente muito modesto, estreito como tal, de difícil adaptação ao programa funcional a que o projeto pretendia responder e com anomalias graves. Assim foi demolido e construído um novo corpo com o mesmo alinhamento, mais largo, cujo topo norte, na base da encosta do Jardim Botânico, se afasta respeitosamente da respetiva cerca, articulando-se com preexistências belíssimas, nomeadamente a casa do torreão e a fonte anexa, que patenteia interessantes trabalhos de cantaria e azulejaria. Relativamente ao Bloco G, é um exuberante “palacete” de três pisos, construído nos anos 20, com marcada influência do estilo Arte Nova. O “palacete” foi reabilitado, com manutenção da implantação e do volume, servindo atualmente 11 quartos individuais da residência de estudantes.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

O programa de uso da Residência de Estudantes encontra-se alinhado com o Plano Diretor Municipal de Coimbra, que preconiza para o espaço em causa, “o reforço da componente habitacional e a instalação de equipamentos de utilização coletiva e serviços de escala local e supralocal” e também com o Regulamento da área afeta à candidatura da Universidade a Património Mundial, que estabelece a “manutenção e reforço da função residencial enquanto motor de vivificação do centro da Cidade”. O tipo de intervenção está de acordo com os instrumentos de gestão territorial mencionados – “promover um desenho urbano de qualidade apostado na reabilitação” (PDM) –, uma vez que tem por base a reabilitação de edificações de épocas, qualidade arquitetónica e estado de conservação diferentes, que importa valorizar no seu conjunto. Em termos gerais, a obra Residência de Estudantes traz as seguintes valorizações: reforça o sentido urbano do lugar por via da instalação de um equipamento para estudantes focado na componente residencial; consolida as características morfológicas existentes, bem como o seu suporte edificado fundamental; corrige dissonâncias; liberta o logradouro; envolve agentes económicos num projeto inovador e sustentável com inequívoco interesse para Coimbra e para a região e preserva os traços arquitetónicos, que remontam ao início do Século XX como o palacete e o bloco A e Bloco G.