Casa Capitão

Residencial

DESIGNAÇÃO DA INTERVENÇÃO URBANA:
Nome: Casa Capitão
Localização: Guimarães
Promotor/dono de obra: Pleno Contexto, Lda
Arquiteto: Merooficina
Construtor: NVE engenharias, S.A.
Data do fim de construção: 30/04/2020

ENTIDADE QUE APRESENTA A CANDIDATURA: Empresa: NVE engenharias, S.A.
Morada: Rua Dr. José Sampaio,632
Localidade: GUIMARÃES
Código Postal: 4810-275
Telefone: 967643228
Site: None
APRESENTAÇÃO BREVE DA INTERVENÇÃO URBANA:

O projecto casas do capitão foi motivado pela vontade de regenerar um lote urbano situado no limite exterior do centro histórico de Guimarães. Esta pequena parcela de cidade, como grande parte dos lotes vizinhos, encontrava-se definida por uma sucessão de construções que ao longo dos anos foram ocupando toda a sua área. A intervenção procura adaptar esta antiga ocupação aos novos modos de vida actuais, liberando-o das precárias construções mais recentes e aproveitando os antigos elementos existentes, onde se destaca um extenso edifício construído no final do século XIX. Este edifício foi o ponto de partida e a matriz para as duas novas construções que irão definir a parcela: uma extensão ao nível do piso térreo e um novo edifício de serviços no extremo norte do lote. A extensão surge como resposta a algumas das premissas iniciais do projecto: manter os acessos e a lógica de distribuição de apartamentos pré-existente e aumentar as áreas dos apartamentos que se irão criar no piso térreo. Desta forma, pretendeu-se actualizar a organização tipológica do velho edifício e adaptá-lo à transformação que o polo da Universidade do Minho tem provocado nesta zona da cidade, substituindo-se os vazios espaços comerciais do piso térreo por novas habitações. Esta extensão do velho edifício permitiu a criação de espaços verdes exteriores que tentam misturar a nova edificação com o socalco agrícola existente. Nesta nova ala, a criação dos vários pátios ajudou a estabelecer uma relação entre estas anacrónicas construções que permitiu a iluminação e a ventilação dos apartamentos do piso térreo. Esta nova configuração não pretende apenas provocar um impacto visual ou estético na nova construção, mas ter também uma repercussão ambiental e hedonista, tentando-se criar um novo lugar de calma, descanso e ócio. A principal intenção do edifício comercial era completar a frente de rua com uma linguagem que dialogasse com os seus vizinhos e, tal como a extensão do edifício antigo, estender-se para o interior do quarteirão, aproximando este edifício com a grande parede de pedra que confronta todo o seu logradouro.

MOTIVO DA CANDIDATURA:

Os materiais usados nas novas construções foram muitas vezes recuperados e aproveitados do edifício existente, como as pedras resultantes das demolições que foram re-aproveitadas em embasamentos, pavimentos e bancos, no entanto, assumem a sua condição contemporânea e traduzem para a arquitectura o nosso objectivo para esta intervenção: criar um lugar onde diferentes tempos e heranças co-existissem numa relação muito próxima. Os novos materiais foram escolhidos como um complemento das principais características do edifício existente. Os elementos em ferro, vidro ou betão, mistura-se com o edifício existente, onde os antigos trabalhos de madeira foram quase totalmente preservados e os pavimentos de madeira foram reconstruídos, enfatizando, desta forma, as formas tradicionais de construir, mas adaptando o edifício aos novos modos de vida. Como mencionado, esta nova intervenção pretendeu definir uma nova estratégia para esta parcela de cidade, pensada como mais uma camada de história para este lugar, um processo que partiu de um profundo conhecimento do local e tentou manter o carácter da construção, enquanto se desenhava um novo espaço habitável de forma útil, simples e saudável. A reabilitação urbana é na atualidade o meio condutor para a dinamização das cidades enquanto centros de desenvolvimento económico e cultural, na medida em que promove a criação de emprego, reforça a multifuncionalidade dos espaços, preserva o edificado e a sua componente histórica, e conduz à adaptação desses locais às novas exigências