Nome: Roca Lisboa Gallery

Localização: Praça dos Restauradores, 46, 1250-188 Lisboa

Promotor / Dono de Obra: Roca, S.A.

Arquiteto: L&J Arquitectos, Arquitecta Alexandra Fock e Arquitecto Carlos Ferrus

Construtor: Engiart, S.A.

Data do fim de construção: 01/06/2011

Apresentação Breve da Intervenção Urbana: A intervenção requereu os cuidados inerentes a uma correta reabilitação do edificado, datado do início do século XX, tanto a nível arquitetónico como estrutural, que ficou adaptado à linguagem de design da empresa Roca.

O edifício tem uma área bruta com, aproximadamente, 820 m2 de construção, distribuindo-se por 5 pisos acima do solo e 1 piso em cave.

As alterações efetuadas envolveram o edifício por completo respeitando o sistema construtivo através de uma mistura de alvenaria resistente, estrutura em ferro e zonas estruturais de cantaria em pedra aparelhada de lioz e calcário (a nível das fachadas). Onde foi necessário reforçar, foram utilizados os mesmos materiais. A nível elétrico, a rede anterior foi corrigida para as atuais exigências de uso comercial e para um espaço de exposição, desativando-se a rede elétrica original que apresentava riscos de segurança, retirando-a em definitivo.

No sentido de dar um parecer válido quanto ao estado de conservação das madeiras e à necessidade ou não de proceder a um tratamento das mesmas foi consultado um biólogo da Universidade de Lisboa especialistas em madeiras.

Ao nível do piso térreo foram criadas novas redes de águas e esgotos , rede elétrica e AVAC. Relativamente à cave, a intervenção foi a nível da remoção do reboco existente, devido ao empolamento da tinta plástica (inadequada para este tipo de edifício), salinidades e fungos. Procedeu-se à picagem integral da parede e a novo reboco tendo sido posteriormente pintada com tinta compatível com o edificado. Foi também necessária a renovação do pavimento.

A alteração do acesso vertical que se desenvolve da cave ao piso intermédio acima do rés do chão, segue o traçado original do edificado de escada de lances paralelos. Criaram-se, assim, 6 novos lances de escada contínua da cave ao primeiro piso. Foram utilizados elementos de aço inoxidável para o corrimão com a guarda em chapa de vidro incolor.

A entrada do edifício mantém o seu traçado original. A abordagem da restituição do próprio valor da sua função é revelado pelo uso da cor de design da marca Roca, ficando, assim, liberto o espaço de todo o piso de barreiras visuais.

No plano de reabilitação houve necessidade de inserção de uma instalação sanitária feminina diferenciada no primeiro piso e adaptada a deficientes, e outra instalação sanitária masculina diferenciada no terceiro piso seguindo os mesmos parâmetros.

Motivo da Candidatura: A intervenção requereu os cuidados inerentes a uma correta reabilitação do edificado, datado do início do século XX, tanto a nível arquitetónico como estrutural, adaptando-o posteriormente à linguagem de design da empresa Roca.

O Roca Lisboa Gallery assume-se como o esforço da marca em criar um vínculo forte e direto entre os valores da marca e os visitantes. É um espaço aberto á cidade, onde se apresentam sensações e experiencias surpreendentes em torno do Espaço de Banho.

A reabilitação efetuada permitiu a preservação de um edifício emblemático da praça dos Restauradores e da própria cidade de Lisboa.

O espaço pretende assumir-se como um polo de debate e partilha de conhecimentos nas áreas de design e arquitetura, aliando a inovação e a sustentabilidade à arquitetura centenária do edifício.

Esta análise começou a transformar-se numa ideia de reabilitação no momento em que, a propósito da pedonalização programada, se subverteram as premissas que foram presidindo à evolução do espaço urbano ao longo do séc.XX, procurando-se reintegrar a Igreja no espaço envolvente, tornando-a de novo no elemento gerador do espaço público em seu redor, redesenhando-se e repropondo-se a plataforma de acesso original no Largo de S. Pedro e o terreiro de saibro no Largo Wellington e procurando reclamar para o Chafariz dos Canos a capacidade de organizar todas as percepções do Largo Infante D. Henrique, repondo-se a presença da água no centro do espaço público através de um espelho de água "transitável".

Poster: