Nome: Pr. das Bandeiras

Localização: Rua Mouzinho da Silveira

Promotor / Dono de Obra: Nuno Ramiro Bernardo Unipessoal, Lda.

Arquiteto: Fernando Rui Alberto Rosado Correia

Construtor: José Leal Sociedade de Construções Lda.

Data do fim de construção:

Apresentação Breve da Intervenção Urbana: A intervenção urbana aqui presente a candidatura incide sobre um imóvel em elevado estado de degradação, numa das principais ruas da baixa da cidade do Porto. Trata-se de edifício inserido num lote em frente urbana consolidada, com frente para a Rua Mouzinho da Silveira e traseiras para a Travessa da Bainharia. Tratando-se de dois contextos sociais totalmente diferentes, do lado da Rua de Mouzinho da Silveira reabilitaram-se apartamentos para fins turísticos e pelo lado da Travessa da Bainharia reabilitaram-se apartamentos para habitação das pessoas que já lá viviam.

A intervenção, tanto de um lado como do outro, teve como premissa salvaguardar ao máximo a pré-existência. Neste sentido foi mantido praticamente toda a organização e distribuição de espaços interiores. Foram preservados os desenhos das portas, janelas, portadas, escadas e clarabóias e mantido o sistema construtivo em madeira e tabique, no sentido de preservar tanto uma época tão marcante da história da cidade do Porto, como um princípio construtivo já em desuso.

Motivo da Candidatura: As cidades históricas Portuguesas viveram no século o fenómeno da expansão para as periferias. As periferias tornaram-se progressivamente mais apelativas aos novos hábitos urbanos, muito associados à utilização do automóvel. Para além disso, as novas formas de habitar tornaram-se incompatíveis com o edificado existente nos centros históricos das cidades.Com o crescente êxodo dos centros históricos, estes tornaram-se locais marginais, perigosos e desabitados.

O século XXI trouxe uma nova forma de olhar para este problema. Uma vontade de rejuvenescer os centros históricos, devolver-lhes vida e segurança. Esta vontade tem que passar obrigatoriamente por devolver os habitantes às cidades, permitir que os turistas se sintam seguros e que apreciem uma cidade cheia de vida. Isso gera economia local e sinergias que tornam os centros históricos novamente apelativos. Contudo, passa também por adaptar os centros históricos à nova forma de vida e de habitar do Homem do século XXI.

É neste sentido que esta intervenção que agora se candidata ao prémio nacional de reabilitação urbana se enquadra. Inserida numa dos eixos comercias-turísticos mais importantes da baixa do Porto, esta intervenção tornou-se numa mais valia para a cidade e sociedade.

Poster: