Nome: Fábrica ASA

Localização: Polvoreira, Guimarães

Promotor / Dono de Obra: John Neild & Associados para o Fundo COLINVEST - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado

Arquiteto: Balonas e Menano S.A. - coordenação Arqºs Pedro Balonas e Cláudia Ferreira

Construtor: Combitur

Mediador Imobiliário: Verticus

Data do fim de construção: 09/03/2012

Apresentação Breve da Intervenção Urbana: A reconversão de uma fábrica têxtil num centro de actividades empresariais e culturais foi feita com grande parcimónia de meios, respondendo ao desafio dos tempos de criar espaços com a versatilidade e competitividade de preço adequadas à nova economia que está a ser recriada.

Na análise inicial da intervenção ficou claro que se tratava de um edifício com uma estrutura sólida e ampla, uma localização com excelentes acessos e com a escala adequada a uma intervenção estruturante. A opção foi fazer uma intervenção mínima que recuperou o edifício existente dotando-o das infra-estruturas e compartimentações que permitem a sua utilização por múltiplos empreendedores e criadores, respeitando os mais recentes regulamentos de utilização de espaços.

Procedeu-se a uma nova organização do espaço criando doze sectores de dimensões variadas organizados em torno de acessos e comunicações comuns que fazem a ligação entre o exterior e os parques de estacionamento subterrâneo e de superfície.

As infra-estruturas criadas foram essencialmente de segurança e de conforto:

foi criada uma rede de sistemas de prevenção de incêndios, a capacidade de produzir centralizadamente água quente e fria para fornecimento eficiente de energia para aquecimentos e arrefecimento do ar, a instalação de um gerador de emergência, redes de telecomunicações incluindo fibra otica, elevadores e monta-cargas, circuito interno de videovigilância e uma portaria que centraliza o controlo dos equipamentos comuns.

Os espaços resultantes são muito diferenciados já que resultam quer dos antigos espaços administrativos de apoio à actividade fabril como dos grandes espaços de produção e armazenagem de matérias-primas e de produtos acabados. Essa variedade de dimensões permitiu instalar desde pequenas escolas de música à apresentação de grandes exposições e concertos, passando pela criação de uma caixa negra de ensaio e exibição de teatro e dança contemporânea.

Espaços não convencionais que permitam que cada um se recrie à sua medida.

Motivo da Candidatura: Em Guimarães Sul, a poucos minutos do centro histórico da cidade, a antiga fábrica de lençóis ASA renasceu sob a forma de um conceito inovador. Novos quotidianos, ritmos e habitantes para um edifício emblemático da arquitetura industrial portuguesa dos anos 60 agora reconvertido em condomínio empresarial e artístico. Plataforma criativa, lugar de trocas, fusão e experiências, onde cada um participa na reinvenção do passado.

As profundas alterações que atravessam a economia levam a questionar os formatos convencionais de espaços não habitacionais: escritórios, lojas e armazéns têm hoje fronteiras fluidas e são muitas vezes híbridos que precisam sobretudo da capacidade de se irem ajustando ao longo do tempo e das capacidades dos seus ocupantes.

A reconversão de uma antiga fábrica de lençóis permitiu criar espaços híbridos de utilização comercial e de serviços que podem albergar empreendedores e criadores que necessitam de partilhar infra-estruturas e redes de contacto em condições de ocupação de preço muito competitivas e flexíveis. A dimensão da fábrica e as suas características físicas e de acessibilidade permitem obter economias de escala no seu funcionamento que viabilizam a instalação dessas infra-estruturas de segurança, de conforto e de conectividade normalmente apenas disponíveis em edifícios monofuncionais com elevados custos de utilização.

A reutilização de um edifício funcionalmente obsoleto mas ainda com uma grande massa construída é também um exercício inequívoco de reaproveitamento do edificado existente com vantagens ambientais claras, sobretudo se considerarmos o efeito do carbono embebido.

A instalação de várias actividades culturais e expositivas da Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura veio consolidar a visão de espaço inovador e criativo que esteve na origem desta reconversão, desde as grandes exposições antológicas à instalação da Black Box, um espaço de ensaio e exibição de teatro e dança contemporâneas, passando pelas inúmeras performances desenvolvidas na nave central e em outras áreas comuns.

Poster: