Nome: Ed. Defensores

Localização:Av. Defensores de Chaves, 6

Promotor / Dono de Obra: Estamo Participações Imobiliárias, SA

Arquiteto: Peritraço Arquitetura Lda

Construtor: Teixeira Duarte S.A

Data do fim de construção: 31/05/2012

Apresentação Breve da Intervenção Urbana:O edifício em causa foi construído na primeira metade da década de 70. Foi projectado como edifício destinado a serviços, tendo sido, desde meados da década de 80, ocupado por uma única entidade pública. Quando a Estamo o adquiriu, em 2007, o edifício encontrava-se completamente obsoleto, tanto a nível funcional como de equipamentos, não se encontrando adaptado, em muitos casos, às actuais directivas e regulamentação em vigor, nomeadamente no que diz respeito a segurança contra incêndios, certificação energética e da qualidade do ar interior e acessibilidade de pessoas com mobilidade condicionada.

O edifício foi objecto de reabilitação integral, mantendo-se a estrutura original, todas as alvenarias exteriores, revestimentos e cantarias, interiores e exteriores, bem como alguns equipamentos capazes de fazer face ao novo período de vida útil, tomando como referência a reutilização do edifício em competição com outros edifícios construídos recentemente.

Enquadra-se na classe de certificação energética B e cumpre todos os requisitos de qualidade do ar interior, por instalação de sistema centralizado de AVAC. Procedeu-se à reformulação integral das instalações técnicas, incluindo infraestrutura de telecomunicações voz e dados e sistema automático de intrusão e detecção de incêndios. Em complemento enclausuram-se os núcleos de circulação vertical, separando o dos elevadores do núcleo das escadas interiores, delimitando-se também a acessibilidade do estacionamento aos restantes pisos, bem como instalação de antecâmeras.

Ao nível da eficiência energética, dotou-se o edifício de soluções capazes de participar numa gestão cuidada dos respectivos consumos.

A adequada gestão de projecto, tendo em vista a sustentabilidade económica do investimento tiraram vantagem das reutilizações programadas, e de dispensa de licenciamento em obras pela CML, o que permitiu que as obras se realizassem em apenas 5 meses.

A remodelação do interior, com uma arquitectura cuidada que privilegiou a utilização de materiais correntes e recicláveis, propiciou a constituição de espaços tecnicamente adequados às actividades neles desenvolvidos, cumprindo com as melhores práticas de segurança, higiene e segurança no trabalho e conferindo condições de conforto aos seus utilizadores. A zona das caves foi completamente reformulada, tendo nelas sido constituído um estacionamento bastante funcional, e disponibilizados espaços para instalação de equipamentos e arrecadações.

Após esta obra de reabilitação o edifício ficou dotado de flexibilidade para a sua utilização por uma ou várias entidades, tendo por base a área de um piso. Concebeu-se a sua utilização em open space ou compartimentada, permitindo assim diferentes funcionalidades consoante as especificidades dos futuros ocupantes.

Motivo da Candidatura: Pretende-se apresentar um projecto de qualidade, com intervenções simples e funcionais, através do qual se demonstra a existência de uma alteração do paradigma e da imagem de obsolescência e disfuncionalidade desde sempre associada aos edifícios públicos. A poupança nos custos de investimento e uma poupança energética significativa durante a sua futura utilização, estiveram sempre presentes.

O edifício localiza-se em plena zona central business distric (CBD) junto ao Saldanha. A sua construção Iniciou-se em 1971, como edifício de escritórios e serviços, com uma área bruta total de construção de 6.166m2, 4.160m2 acima do solo, e cerca de 2.000m2 para parqueamento (34 lugares de estacionamento) e arrumos. A área bruta locável é de 3.650m2.

Em 1974 foi adquirido pela Companhia de Seguros Ourique para instalação da sua sede, tendo sido vendida ao Estado em 1985, para instalação da Direcção-Geral de Planeamento e Agricultura. Desde esta altura não tinha sofrido qualquer intervenção significativa. Foi adquirido pela Estamo em 2007 tendo ficado devoluto a partir de 2008.

Ao longo da vida do edifício têm-se verificado alterações profundas na legislação e regulamentação em vigor, nomeadamente no que diz respeito à segurança contra incêndios, à certificação energética e da qualidade do ar interior, e à acessibilidade de pessoas com mobilidade condicionada. Estas alterações tiveram impactos relevantes nas infra-estruturas e instalações técnicos dos edifícios de serviços, o que, a par dos novos conceitos de funcionalidade e interacção nas estruturas organizacionais das empresas, tanto públicas como privadas, relegou este edifício para condições impossíveis de ocupação.

Beneficiando de uma licença de utilização de serviços e comércio datada de 1974, não necessitou de licenciamento. Beneficiando de uma localização privilegiada na cidade de Lisboa, em prestígio, transportes, estacionamento, comércio e serviços, junto ao Saldanha e paralelamente à Av. da República, pelo que, decidiu-se proceder à sua reabilitação mantendo o uso.

Foi assim possível reformular o edifício, tornando-o funcional e flexível, adaptando-o às condições regulamentares em vigor e dotando o edifício das infraestruturas necessárias e suficientes para o acomodar às exigências de novos utilizadores. Isto foi feito através de soluções simples e económicas, sendo neste campo de destacar a reutilização de materiais e equipamentos, sempre que tal foi possível. Na presente data o edifício encontra-se totalmente ocupado, nele se encontrando instaladas cinco entidades autónomas.

Poster: