Nome: Alcântara Red Houses

Localização: Alcântara, Lisboa

Promotor / Dono de Obra: Sociedade Imobiliaria Quinta do Funchal , Lda

Arquiteto: Mariana Granate Fernandes

Construtor: QFProject Building, Unipessoal Lda

Financiamento: Caixa Geral de Depósitos

Data do fim de construção: 15/09/2011

Apresentação Breve da Intervenção Urbana: No projecto de recuperação, deste edifício de habitação, num bairro tradicional da cidade de Lisboa com características habitacionais próprias, classificado como Área Histórica Habitacional pelo RPDM e dentro da Zona de Protecção a Imóveis, pretendeu-se sobretudo requalificar o imóvel dentro das suas características, estéticas e volumétricas, aplicando uma abordagem contemporânea ao nível do espaço interior.

Assim sendo, numa equilibrada relação com a envolvente, manteve-se uma volumetria cuja cércea máxima corresponde a quatro pisos elevados na fachada principal e a tardoz, com a implementação de um novo ultimo piso que seria já amansardado.

A composição do alçado principal foi mantida integralmente, à semelhança da leitura homogénea da envolvente no que diz respeito à métrica e dimensionamento dos vãos, aos materiais de revestimento etc... Já no alçado tardoz previu-se uma reformulação geral, sobretudo no que diz respeito à "limpeza" das construções indevidas existentes. A sua reformulação foi determinada mais no sentido de o clarificar e reabilitar face à traseira que o envolve. O desenho deste alçado, manteve o seu traçado a nível de vãos e materiais de revestimentos, no entanto pretende-se integrar estruturalmente um elevador exterior, cuja relação com o interior se fez através de uma zona de varandas totalmente nova. No fundo, pretendeu-se incorporar uma estrutura metálica quase autoportante que se agarrasse ao alçado pela coluna do elevador, mas que procurasse manter a leitura do desenho da fachada através de guardas totalmente em vidro.

Em termos programáticos manteve-se o comércio de rés-do-chão e habitação nos pisos superiores. Pelas características urbanas de bairro e envolvente social, pretendeu-se desenvolver projectualmente, do Piso 1 ao Piso 4, quatro apartamentos do tipo T2.

Motivo da Candidatura: O que nos move, é sobretudo o gozo que nos dá, a transformação na reabilitação.

Ainda que seja um processo moroso, contra barreiras burocráticas e fiscais intermináveis, contra ideias construtivas muito agarradas à práctica da construção nova e a regulamentos pouco flexíveis a uma arquitectura de adaptação e conjunção, a sua concretização é para nós sinónimo de uma vitória.

O feed back posterior ao resultado é excelente, as vendas, já num cenário difícil de imobiliário, concretizaram-se, e por esta razão temos em crêr que este projecto foi um sucesso e que merece estar presente no alinhamento dos candidatos a este prémio tão prestigiante.

Poster: